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Ricardo Ledoux lança em fevereiro 'Amanhecer'

foto: Sonia Loren

No próximo dia 26 de fevereiro tenho o prazer de colocar no mundo esta canção em homenagem a minha companheira de todos os dias. Essa é uma versão ao vivo de ‘Amanhecer’ música composta em 2015 e lançada orginalmente no DVD Caos da Manhã. É uma canção que fala sobre a importância das pessoas que amamos em nossas vidas cotidianas. 

Link do Pre-save https://ffm.to/amanhecerpresave

Breve história e reflexão da canção ‘Amanhecer’

A canção foi escrita durante a primeira circulação do show Caos da Manhã em 2015 e pensada como canção de abertura do show, pois usávamos outra canção para abrir, “Mar Português”, mas ela não tinha a sensação de início de apresentação que precisávamos na época. Ela é uma espécie de continuação de outra canção, que fiz em 2003 ‘A Presença do Sol’ para banda de rock alternativo Morgana em Lágrimas onde eu era vocalista/guitarrista. O Sol sempre foi algo que esteve presente nas minhas letras como elemento que significa “libertação” na minha perspectiva de vida. Sendo que trabalhei anos “vendo o sol por debaixo dos Eternites” (trecho de A Presença do Sol). Sempre trago ele o “Sol”, com esta conotação e peso conceitual dentro das minhas canções, como parte de uma paisagem de renovação chegando até a tatuar o astro rei em meu braço direito (logomarca da banda grunge Alice in Chains) e que contém ao invés da logo da banda com as iniciais AIC um olho castanho no centro que simboliza meu próprio olhar. A imagem da tatuagem é vazada, não possuindo nenhuma cor, somente a cor da minha própria pele. Eu como próprio sol simbólico que me aqueço dos frios da vida. Pois sofro de angústia a anos.

Amanhecer foi à primeira canção que fiz para minha esposa e que deu certo no sentido compositivo, é uma música de letra curta e harmonia simples embora possuir um significado grandioso pra mim. É uma canção que mostra uma busca ali do que viria a ser o álbum Afetos em 2019/2020 no sentido poético e compositivo. A busca pela singeleza dos momentos que parecem os mais banais e ao mesmo tempo os que nos mostra o quanto a felicidade está nas pequenas e corriqueiras coisas da vida, como tomar um simples café da manhã com a companheira, lembrando que nem todos nesse país têm o que comer todos os dias. É um tratado sobre a presença do outro e como ela é importante mesmo estando num mundo tão individualista e egocêntrico, onde cada um só pensa em si e dana-se o restante. Pois vivemos tão confusos diante tanta tecnologia e facilidades que o mundo virtual nos proporciona que, às vezes esses momentos por mais corriqueiros que aparentam ser, são cada vez mais raros e únicos. Às vezes me pego com o celular na mão não dando atenção aos detalhes que devia milha filha me contando alguma estória, minha esposa me explicando algum procedimento, busco melhorar sobre esse aspecto a cada dia, pois as pessoas valem mais do que qualquer tecnologia, que ao invés de nos unir acaba muitas vezes nos separando. A ideia não é pensar a tecnologia como ruim e sim nós temos que nos adaptar a ela mas levando ela como aliada ao nosso cotidiano, não o foco principal. Pois o que vale realmente em nossas vidas são nossos amores, família e suas variadas formas de afeto.

Sobre a Foto da Capa do Single

A foto da capa do single é de uma sequencia fotográfica da artista visual Sonia Loren de Chapecó/SC. Tive acesso à imagem por uma postagem dela no Instagram em 2020, pois vinha fazendo uma pesquisa de imagens que pudessem ser capas dos singles do projeto que está sendo lançado em forma de single desde o final do ano passado. Sonia conheci em 2012 quando atuava como Técnico de Cultura no Sesc Jaraguá do Sul, e cuidava da linguagem de artes visuais. Foi numa das edições do Panorama Sesc de Artes Visuais que tive contato com sua obra pela primeira vez onde tiveram aproximadamente 13 artistas de várias regiões do Estado. De lá viramos amigos e sempre trocamos ideias sobre música e artes visuais.

Gratidão por estar aqui!

Ricardo Ledoux