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RICARDO LEDOUX [cantor e compositor]

Foto: Gabriel Silva

Você Sabia?

Em Novembro de 2017, nasceu Aimeê Joana Ledoux, filha de Ricardo Ledoux. Após conversar com Leandra Schmidt sua esposa, ele decidiu, no ano seguinte, tirar uma “licença paternidade” a fim de passar o dia com a filha, já que sua companheira voltaria a trabalhar depois das férias de verão de 2018.

A ideia é passar manhãs e tardes com a filha, e tentar trabalhar à noite. “A prioridade foi a Aimeê”, afirma Ricardo. O desejo do artista é participar ativamente do primeiro e segundo ano de vida da filha, momento em que, segundo ele, a criança mais se desenvolve e constrói laços.

Por esse motivo, Ricardo deixou o trabalho de músico um pouco de lado, diminuindo bastante as apresentações em comparação a 2017. Ele afirma que a decisão de se dedicar mais à filha, e menos à carreira, foi tomada em conjunto.

“Dizem que os mil dias da criança, os três primeiros anos, são os anos em que a ligação de afeto mais se concretiza, com os pais e a família. E queríamos dar essa oportunidade tanto pra ela quanto pra mim, que sou pai de primeira viagem”, conta.

Ricardo comenta que, após esse tempo com a filha, seu olhar sobre o mundo mudou, bem como os temas de suas músicas, que passaram a versar mais sobre o amor e as relações afetivas. Além disso, conta que prepara um projeto novo, intitulado Afeto, que tratará justamente sobre as relações entre pai e filha, irmãos, amigos, etc.

Assim, Ricardo visualiza, em seu trabalho, a passagem de um projeto mais caótico, agitado (Caos da Manhã), anterior à paternidade, em direção a um projeto que reflita sobre as relações pessoais a partir de um olhar mais singelo e amoroso do mundo.

Gabriela Bento.

 

Quem é Ricardo Ledoux?

Ricardo Ledoux tem 38 anos, nascido e criado em Joinville, marido da Leandra Schimidt e pai da Aimeê Joana Ledoux. Em 2009 se formou em Artes Visuais pela Universidade da Região de Joinville (Univille). E segue carreira solo como cantautor (cantor e compositor). Em 2016/2017, lançou no YouTube seu primeiro trabalho autoral solo, “Caos da Manhã”.  Agora está em fase de preparação do novo projeto, intitulado provisoriamente de “Afeto”, com músicas novas que serão gravadas em estúdio.

Ricardo começou a se interessar pela música desde criança. Seu pai sempre foi sua maior influência, ouvindo rocks clássicos, como: Led Zeppelin, Deep Purple, Beatles e Raul Seixas.  Ainda na infância ouvia no rádio de sua avó sertanejo de raiz, como Tonico e Tinoco e Trio Parada Dura. Além de sambas clássicos com os seus amigos vizinhos. Na adolescência foi apelidado de Nirvana por amigos da sala, porque vestia uma camisa da banda e andava de camisa xadrez de flanela. Ouviu muitas bandas dessa época, como Radio Head e Alice in Chains.

Entrou no mundo da música, mesmo, quando seu tio deu um violão usado bem velho e um amigo começou a lhe ensinar alguns acordes. Logo em 1999, Ricardo entrou na sua primeira banda oficial, Morgana em Lágrimas, que ficou até Dezembro de 2004, quando a banda terminou. Fez a faculdade entre 2005 e 2009, trabalhando em produções culturais até 2013. Em 2011, foi convidado para fazer uma apresentação musical e artes visuais no Sesc, de Chapecó, com o projeto “Suave Ruído Sútil”. A apresentação dividia-se em três partes. A primeira com músicas suaves. A segunda com ruídos e uma performance, onde fazia desenhos na guitarra que eram projetados numa tela ao fundo do palco. E depois, concluindo a apresentação, com músicas mais silenciosas que chamou de sútil.

“Em 2013 considero que minha carreira definitivamente começou”, analisa Ricardo. Ao retornar para Joinville, em 2013, fez um show autoral pelo Sesc que marcou seu retorno. O Teatro Scar, em Jaraguá do Sul, foi o local desse projeto, intitulado Palco Livre, onde Ricardo se apresentou com um trio: Lucas Baumer, na bateria e Renato Rangel, no baixo.

Enquanto fazia shows periódicos em diversos lugares da cidade, Ricardo começou um novo projeto, Reverbera, no final de 2013. Tratava-se de um coletivo de 7 a 8 compositores que faziam música autoral em Joinville, com shows no Sesc e na livraria O Sebo. Cada músico apresentava em torno de duas músicas e um participava da apresentação do outro, uma hora tocando baixo, outra hora guitarra, e assim por diante.

Em 2014 e 2015, Ledoux se dedicou muito ao seu trabalho autoral. Nesse último ano, um novo projeto surgiu, Caos da Manhã, com algumas músicas novas e outras trazidas de um antigo projeto, chamado Aisthésis, realizado em 2013. Segundo Ricardo, o nome desse novo projeto se deu a partir do jeito de compor as músicas, que ele chama de “brainstorm”: letra, harmonia e melodia feitas ao mesmo tempo.

Já em 2016 o projeto foi gravado em DVD, que posteriormente foi disponibilizado em partes no YouTube pelo cantor. Além de Ricardo, participaram dessa gravação: Marcos Archetti, no baixo e Lucas Baumer, na bateria. Foi com esse trio que ele fez, entre 4 e 5 apresentações, no Sesc de Joinville e no de Jaraguá do Sul.

Atualmente Ricardo continua com o projeto Reverbera, na livraria O Sebo, e com apresentações solo em diversos lugares em Joinville e Jaraguá do Sul. É só seguir suas redes sociais e ficar ligado na publicação da agenda do mês.

A grande novidade, desses últimos meses, é a parceria com os acadêmicos de cinema e jornalismo, da Unisociesc, de Joinville. A música Distante Semblante, do projeto Caos da Manhã, foi escolhida para a realização de um videoclipe. As gravações começaram nesse último domingo (11) e terão mais algumas semanas de produção. Os alunos também farão a divulgação do clipe, e produzirão matérias sobre as suas músicas e sua carreira solo. O lançamento dessa produção está marcado para o dia 6 de dezembro, no auditório da Unisociesc, no campus Marquês de Olinda.

Gabriela Bento.

 

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